
5:00 da manhã. Entrei no carro com o notebook, dois CD's do Black Eyed Peas e um do Legião Urbana, que ganhei de um amigo muito querido, na mão. São Paulo, mesmo às escuras, estava em pleno pique, com todas as luzes ligadas (os paulistanos sabem do que eu estou falando). Entramos na Castello Branco. Durante a viagem fui observando as árvores, e à medida que íamos pro Sul, mais as árvores mudavam, até que comecei ver as Araucárias. Tinha de todos os tamanhos, em todos os lugares. Reparei também que os pinhos estavam cada vez mais presentes, e também umas arvorezinhas de flor cor laranja que eu não sei o nome.
"Bem-vindo ao estado do Paraná!"
Confesso que a primeira impressão não foi das melhores, era uma região agrícola com poucas casas, o lugar não era o mais bonito de todos. Logo adiante, um cheiro horrível [no português bem claro: de merda mesmo]. Olho pros lados, nada. Depois vimos que era um caminhão cheio de porcos. Na parte de cima, os filhotes, na de baixo, uns bem gordos!
Paramos em Ponta Grossa para abastecer. Dale álcool no tanque do carro.
Mais estrada...
Estávamos com um pouco de pressa, e um caminhão vinha a 60 km/h na nossa frente. A rodovia era daquela de mão dupla, e o que a dividia era uma faixa amarela (que me causou pavor, diga-se de passagem). Passavam juntos, no máximo, 2 caminhões, um de cada lado e em sentidos opostos. Ultrapassagem, na certa. Minha mãe esperou o melhor momento, claro. Um caminhão branco atrás. Passamos para a contramão, para depois voltar mais a frente. O carro começou a falhar, e quanto mais minha mãe acelerava, menos saía do lugar. Resultado: Dois caminhões, um na frente e outro atrás, nós na pista da contramão com o carro pifando, e pra completar, com outro carro vindo bem na nossa direção. Foi Deus! Fomos parar no acostamento da outra pista.
Fomos com o carro ainda falhando até Guarapuava, um bom caminho até. Chegando lá, abastecemos com gasosa aditivada. Aí o carro parou de vez.
15:00.
Sentei na banquinha de frutas na beira da estrada. A moça do seguro disse que demorariam até sessenta minutos com o reboque, mas em vinte já estavam lá. Mais uma hora, e já estávamos na estrada com o táxi do seguro.
O mais estranho de tudo, é que a gente andava, andava, andava mais, andava mais um pouco, e Foz ainda estava longe. O taxista corria, e eu com minha fobia de "coisa que vem em alta velocidade na minha direção", estava quase tendo um troço. Tenho certeza que minha pressão subiu, tanto que até com dor na nuca fiquei.
21:30(aproximadamente)
Foz. Até que enfim. Cidade até que movimentada, carros do Paraguai, um shopping, algo parecido com uma galeria...
Cheguei no hotel. Capotei.
2 comentários:
Queridão, vou te visitar aí no sul algum dia!
Beijos
fiquei imaginando cada momento hasusaihsia ficou engraçado até, claro que na hora não deve ter sido engraçado hehee
abraço!
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