Estou na praia, o dia está nublado. Tem uma certa melancolia no ar (me senti o Zezé de Camargo falando isso, mas tudo bem). Só que as pessoas aqui parecem, pelo menos a maioria, ser mais saudáveis.
A grande maioria se trata com sorrisos, diferente de São Paulo, que nem percebemos quem senta ao lado. Concordo que em uma cidade enorme como a nossa, é até considerado loucura sair cumprimentando os outros na rua (vão te chamar de louco, ou de tarado, no mínimo). Mas a hostilidade que as cidades grandes nos impõe é o ponto.
Todo mundo vive com medo, olhando para os quatro lados, vendo se alguém vai tentar fazer algo, e ainda procura um quinto lado pra olhar. As mulheres andam com as bolsas encostadas na barriga, e apoiadas pelo braço, para não correrem o risco de assalto, e ainda assim são assaltadas. Os motorista com medo de parar no farol, os pedestres com medo de atravessar a rua. Se bobear, até a faixa de pedestres tem medo de ser roubada (Vai saber, cada coisa que acontece hoje em dia). E o metrô e o ônibus lotado? Ah, esses são os piores. Ter alguém atrás de você, um desconhecido, e algumas vezes tentando tirar proveito da situação (se é que me entendem), é detestável. Sem contar nos espertinhos que furam as filas e brigam.
É, o caos toma conta!
Mas acho que cada um pode fazer sua parte. Atenção nunca é demais, principalmente para pessoa desacompanhadas. Acho que não dar bola para brigas na rua também é essencial. (e se tem uma coisa que eu vejo o povo gostar, essa coisa é briga!) Então, não dar crédito a esse tipo de coisa é um bom começo. No metro, ficar na fila e tentar não empurrar, e se alguém tentar a "tática da mão boba", tente se afastar, se possível.
Estou me sentindo como se fosse aqueles caras que vão no Fantástico dar dicas de convivência em sociedade (às vezes esse programa me irrita), mas acho que tem gente que precisa acordar pro mundo!
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Um comentário:
Curto seus textos, Bru (:
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