segunda-feira, 2 de março de 2009

Quem vai mudar?

A cada dia que eu observo as pessoas e suas atitudes, noto certo conformismo. Talvez por uma cultura que venha dos tempos da ditatura, de se conformar pensando ingenuamente que as coisas podem piorar. Vejo muita gente com medo, se esguiando de coisas maravilhosas pelo simples temor de errar. Não que conformar-se com certas situações esteja errado, muito pelo contrário, temos que aceitar as coisas que a vida nos impõe para evoluirmos enquanto seres sensíveis, porém muitos problemas, que poderiam ser resolvidos, não são por falta de incentivo.
Nossas crianças crescem com uma única frase na cabeça: "Eu quero". Talvez esse materialismo excessivo seja uma tentativa de compensação da falta de tempo. Os adolescentes pensam em sexo, namoro, baladas, às vezes drogas, e quando muito, na faculdade. Os adultos pensam em divórcio, trabalho, dinheiro, fama. E isso não é exclusivo de faixa etária, já vi muito adultos falando "eu quero" compulsivamente, muitas crianças pensando em fama e adolescentes pensando em dinheiro. E, eu juro, isso não é uma generalização.
Não quero ser conservador, nem chato e moralista. Nem muito menos dizer tudo da boca pra fora. O problema é que poucos hoje pensam coletivamente e refletem em como as atitudes próprias podem interferir na vida dos que os rodeiam; e o pior, se conformam e pensam que isso é natural. Poucos querem mudar, a grande maioria olha somente para o próprio umbigo, e não vê que isso atrapalha cada vez mais. Não sou contra as pessoas pensarem em si e quererem o melhor para a própria vida, não! Sou à favor, adepto, e acho essencial. Mas falta coletividade, falta gente que arrume o próprio quarto.
Então, alguém aí quer mudar?

Um comentário:

Fernanda Britto disse...

Pra variar, só um pouquinho, eu gostei do texto. Incrivel a discussão bem elaborada.

Ah velho, como assim você vai sair de SP, hein?

beeijo, menino