segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Literalmente droga.

Fui devolver um terno que havia alugado, e no caminho de volta para casa passei pela Cracolândia (diga-se de passagem, um lugar ÓTIMO e SEGURO de se andar).
A cena foi deprimente. Pessoas agachadas na calçada, umas com cigarrinhos na boca, outras com o nariz vermelho (o primeiro predominava). Mais a frente três pessoas sentadas, um homem com uma caixinha aberta em frente. Eu não vi bem o que tinha dentro, mas tenho certeza que boa coisa não era!
Todos, sem excessão, tinham olhares sem brilho, estavam sujos, pareciam fracos e desnutridos (típicos sinais).
Tudo tinha cor de depressão, tristeza. Tinha ar de morte. Era como se eu tivesse entrado naquele mundo para sentir o sabor da desgraça. Foi uma sensação horrível.
Sei que em pleno século XXI eu já deveria estar acostumado com cenas desse tipo, mas ainda assim, quando vejo seres humanos se deteriorando com tudo o que sabemos que não leva à nada, me sinto triste.
Triste. Triste. Triste. Triste.
Triste por não ter coragem de chegar bem perto e ajudar. Medo!
Eu gostaria de escrever coisas boas e esperançosas, mas me senti na obrigação de descrever os seis segundos que eu entrei naquele mundo, para ter certeza que nesse mesmo mundo eu nunca quero entrar.

Um comentário:

Amanda Roldan disse...

Não acho que você deveria estar acostumado com cenas desse tipo. Se acostumar é exatamente o que não devemos fazer: quando a gente se acostuma, não faz nada para mudar.