domingo, 26 de outubro de 2008

Pessoas, quem são essas?

Um amigo próximo, dia desses, me falou que voltou a acreditar nas pessoas. E por que desacreditar? Ou melhor: por que acreditar?!
Já perceberam que quanto mais tentamos nos afastar do mundo, mais dependemos dele? E qual motivo de tanta dependência, não estamos na "era da liberdade"? O que falta para acreditarmos nos outros, em nós mesmos, no mundo? Perguntas que parecem simples, mas nos levam a um mar de outros questionamentos.
Desde os primórdios (e quem estudou história sabe disso), os ditos "grandes" homens tentaram se sobrepor uns aos outros, massacrando os rivais e acabando com vidas. Convém garantir território, segurança e prosperidade, garantir "felicidade". Hitler foi um exemplo disso, dizimou grande parte de um povo por um interesse utópico e preconceituoso: ele se achava superior. E não era mérito dele somente: Stálin e Salazar, Mussoline na Itália, Al Qaeda, e tantos outros que eu poderia citar. O que faltava (e falta) de tão essencial e qual a razão de tanta destruição? Quase com certeza lhes faltava amor. Não digo o amor romântico, com anjos e rosas cheirosas; eu falo do amor humano, o amor-próprio. Nenhum deles tinha isso. Nenhum deles sabia o que era se importar com quem se senta ao lado, mal sabiam eles o que era "sentimento alheio" (ou talvez soubessem e ignorassem). Mas será que nós sabemos o que é isso? Tantas perguntas, não?
Saber as resposta até sabemos, mas colocar em prática cabe a cada um. Mas para não fugir do assunto inicial: acreditar nas pessoas?
Acreditar é uma ótima opção, mas em nós mesmos, antes de qualquer coisa. Esses ditadores e terroristas talvez não acreditassem neles mesmos, e por não saber ao menos se podiam mudar algo, tomaram como verdade que todas as pessoas são egoístas, o que já é uma forma de egoísmo. Se queremos acreditar que o mundo é bom, e que as coisas melhorem, que isso comece dentro de nós mesmos. Eu contagio, você contagia, contagiamos todos.
Não sei se você, que lê e se pergunta se eu sou doido, acredita nas pessoas, mas eu acredito. Acredito nelas, e acredito em mim. Acredito que eu posso fazer a diferença, acredito que sou especial, acredito sim. E se você não acredita, poderia tentar pelo menos uma vez, afinal você também faz parte desse lugar chamado "Terra", e é responsável por ele e pelos que nele habitam.

Um comentário:

disse...

Não esqueçamos Napô Bonaparte, Bush Pai e Bush "Acidente da Natureza" Filho, Titio Saddam, o titio que manda na Coréia do Norte...

... mas, ao invés de arrolarmos esses nomes, porque não arrolarmos o nome desses líderes mundiais: Gandhi, D´Arc, Madre Teresa, Ricardo Coração de Leão, J.C., Clinton, Kennedy, Lady Di, e tantos outros que, efetivamente, acreditam nas pessoas e em si próprios como agentes transformadores da sociedade??

Não esqueça que os loucos que já governaram ou governam não acreditam neles... Ou acreditam piamente que são enviados de uma força superior, invencíveis, e que podem tudo!

Fanatismo é ...

Sigamos acreditando nas pessoas e fazendo a nossa parte!

Abraços!